Tratado da verdadeira devocao - Adoração X Veneração (TV Evangelizar)



PARTE 1

Veneração x Adoração

Veneração é ou não é sinônima de adoração? Para os católicos, veneração é uma coisa e adoração é outra coisa. Veneração seria apenas um ato de honra, de homenagem, enquanto que adoração seria ato de culto a Deus. Por isso a Igreja permite a veneração das imagens e dos santos, enquanto que a adoração só é devida a Deus. Para os protestantes, no entanto, veneração e adoração são sinônimas, e, por isso, ambas só são devidas a Deus. Veremos, neste estudo, que a razão está com os nossos irmãos protestantes.
Não merece ser acolhido o entendimento de que veneração seja mero ato de honra, de homenagem e não um ato de culto.
Prova disso está no fato de que, se por um lado é lícito a qualquer pessoa prestar publicamente honra e homenagem a alguém que morreu como herói da pátria ou como pessoa exemplar (por exemplo, Tiradentes, Ayrton Senna, o Papa João Paulo II etc.), a própria Igreja Católica não permite que se venere publicamente uma pessoa se o nome desta pessoa não constar do catálogo oficial de santos ou de beatos. É o que dispõe o Cân. 1.187 do Código de Direito Canônico:
“Cân. 1.187. Só é lícito venerar, mediante culto público, aos servos de Deus que foram inscritos pela autoridade da Igreja no catálogo dos Santos ou dos Beatos.”

Fica claro que se venerar fosse apenas ato de honra, de homenagem, não haveria razão para se proibir a veneração pública de alguém importante ou exemplar, só porque esta pessoa não é oficialmente santo ou ao menos beato.
Venerar é sim, pois, ato de culto; é um culto de dulia, de honra. Adorar também é ato de culto, mas culto de latria. Para a Igreja Católica existem três tipos de cultos: o de dulia, dado aos anjos e aos santos em geral, o de hiperdulia, dado apenas a Maria, e o de latria, dado apenas a Deus.
Como vimos, a Igreja Católica reconhece que veneração é ato de culto, embora seja de dulia (culto de honra, de homenagem), diferente do culto de latria (adoração).
Abro aqui um parêntese.
O tão só reconhecimento por parte da Igreja de que veneração é ato de culto, e que é lícito venerar mediante culto de dulia (ou de hiperdulia no caso de o culto ser à Nossa Senhora) um anjo ou um santo, já é suficiente para reconhecer a existência da idolatria na Igreja.
De fato, a Igreja reconhece, no Catecismo e no Código de Direito Canônico, que presta sim culto às imagens, aos anjos e aos santos (CIC 971; 2131-2132; CDCan 246, § 3º; 1186 etc.). Mas sabemos que a Bíblia diz que só a Deus nós devemos prestar culto:
Cân. 1186. Para fomentar a santificação do povo de Deus, a Igreja recomenda à veneração especial e filial dos fiéis a Bem-aventurada sempre Virgem Maria, Mãe de Deus, a quem Cristo constituiu Mãe de todos os homens, bem como promove o verdadeiro e autêntico culto dos outros Santos, por cujo exemplo os fiéis se edificam e pela intercessão dos quais são sustentados.
“Replicou-lhe Jesus: ‘está escrito: Adorarás o Senhor teu Deus e só a Ele prestarás culto’.” (Lc 4,8, citando Dt 6,13)

Devo lembrar que o Catecismo cita essa passagem do Evangelho de Lucas no capítulo que trata da Adoração (CIC 2096).
Fecho o parêntese.

Todos dicionários colocam veneração como sinônimo de adoração. Também a Bíblia (2Rs 17,41; Est 13,8-14 [4,17a-17e]; Sb 14,15-21; Dn 14,1-5; Is 66,3; Jr 1,16; 44,15-17.24-28; Br 6,3-6; At 10,25; 19,27; Ap 19,10; 22,8-9 etc.), o Catecismo (CIC 266;1378; 2132) e alguns Documentos oficiais da Igreja (II Concílio de Nicéia; IV Concílio de Constantinopla; Encíclica Cum conventus esset, do Papa João XV) reconhecem que veneração é igual à adoração.
Na Bíblia vemos que adoração é igual à veneração. Isso fica bastante claro na passagem de At 19,27, que algumas Bíblias traduzem “(…) aquela que toda a Ásia e o mundo veneram.”, enquanto que outras Bíblias traduzem assim: “(…) aquela que toda a Ásia e o mundo adoram.”
Outra passagem relevante para o tema encontramos em Dn 14,4-5:
“O rei disse-lhe (um dia): Por que não adoras Bel? Porque, respondeu Daniel, não venero ídolo feito pela mão do homem, mas sim o Deus vivo que criou o céu e a terra e que exerce seu poder sobre todo homem.”

E tem também a passagem de Sb 14,15-21:
“Um pai, aflito por um luto prematuro, tendo mandado fazer a imagem do filho, tão cedo arrebatado, honrou, em seguida, como a um deus aquele que não passava de um morto, e transmitiu, aos seus, certos ritos secretos e cerimônias. Este costume ímpio, tendo-se firmado com o tempo, foi depois observado como lei. Foi também em conseqüência das ordens dos príncipes que se adoraram imagens esculpidas, porque aqueles que não podiam honrar pessoalmente, porque moravam longe deles, fizeram representar o que se achava distante, e expuseram publicamente a imagem do rei venerado, a fim de lisonjeá-lo de longe com seu zelo, como se estivesse presente. Isto contribuiu ainda para o estabelecimento deste culto, mesmo entre os que não conheciam o rei; foi a ambição do artista, que, talvez, querendo agradar ao soberano, deu-lhe, por sua arte, a semelhança do belo; e a multidão, seduzida pelo encanto da obra, em breve tomou por deus aquele que tinham honrado como homem. E isto foi uma cilada para a humanidade: os homens, sujeitando-se à lei da desgraça e da tirania, deram à pedra e à madeira o nome incomunicável.”

Vejamos, agora, o que diz o Catecismo:
“O culto da Eucaristia. Na liturgia da missa, exprimimos nossa fé na presença real de Cristo sob as espécies do pão e do vinho, entre outras coisas, dobrando os joelhos, ou inclinando-nos profundamente em sinal de adoração do Senhor. ‘A Igreja católica professou e professa este culto de adoração que é devido ao sacramento da Eucaristia não somente durante a Missa, mas também fora da celebração dela, conservando com o máximo cuidado as hóstias consagradas, expondo-as aos fiéis para que as venerem com solenidade, levando-as em procissão.’” (CIC 1378)

“O culto cristão das imagens não é contrário ao primeiro mandamento, que proíbe os ídolos. De fato, ‘a honra prestada a uma imagem se dirige ao modelo original’, e, ‘quem venera uma imagem venera a pessoa que nela está pintada’. A honra prestada às imagens é uma ‘veneração respetosa’, e não uma adoração, que só compete a Deus” (CIC 2132).

Fica claro que o Catecismo, em seu § 2132, cita o II Concílio de Nicéia ao dizer “quem venera uma imagem venera a pessoa que nela está pintada” (confira a nota de rodapé). Entretanto, o mencionado Concílio, em seu texto original, não usou o verbo “venerar”, mas sim “adorar”, como se pode ler no trecho abaixo:
“(…) se as honre com a oferenda de incenso e luzes, como foi piedoso costume dos antigos. ‘Porque a honra da imagem se dirige ao original’ e o que adora uma imagem adora a pessoa nela representada.”

Portanto, se no texto original a Igreja usou o verbo adorar, e no Catecismo a mesma Igreja, citando o mesmo texto, troca o verbo adorar por venerar, é porque ambos são sinônimos, do contrário teria havido má-fé da Igreja, o que não podemos crer ter acontecido.
Ademais, neste mesmo texto do II Concílio de Nicéia, a Igreja confirma que veneração é uma adoração de honra, uma adoração respeitosa, não uma adoração de latria, pois esta só caberia a Deus.
É também adoração de honra, e não de latria, a adoração de que trata os textos do IV Concílio de Constantinopla e na Encíclica Cum conventus esset, do Papa João XV (veja a íntegra desses textos na Parte 2 deste Relatório):
“Se alguém, pois, não adora a imagem de Cristo Salvador, não veja sua forma em seu segundo advento. Assim mesmo, honramos e adoramos também a imagem da sua Imaculada Mãe, e as imagens dos santos Anjos, tal como em seus oráculos nos caracteriza a Escritura, bem como as de todos os santos.” (IV Concílio de Constantinopla).
“(…) posto que de tal maneira adoramos e veneramos as relíquias dos mártires e confessores.” (Encíclica Cum Conventus esset, do Papa João XV).

Agora ficou fácil entender três passagens da Bíblia que eram um pouco, digamos, estranhas. Vamos a elas:
“Então me lancei a seus pés para adorá-lo, mas ele me disse: Olha, não faças tal: sou conservo teu e de teus irmãos, que têm o testemunho de Jesus; adora a Deus; pois o testemunho de Jesus é o espírito da profecia.” (Ap 19,10)
“Eu, João, sou o que ouvi e vi estas coisas. E quando as ouvi e vi, prostrei-me aos pés do anjo que mas mostrava, para o adorar. Mas ele me disse: Olha, não faças tal; porque eu sou conservo teu e de teus irmãos, os profetas, e dos que guardam as palavras deste livro. Adora a Deus.” (Ap 22,8-9)
“Quando Pedro estava para entrar, Cornélio saiu ao seu encontro e se prostrou a seus pés, adorando-o. Mas Pedro reergueu-o, dizendo: ‘Levanta-te, pois eu também sou apenas um homem’.” (At 10,25-26)

Nas duas primeiras, retiradas do livro do Apocalipse, o apóstolo João tenta, por duas vezes, adorar um anjo! E nas duas é repreendido. Mas por que o apóstolo João tentou por duas vezes adorar um anjo, que ele sabia que era somente uma criatura?
Justo João, que em uma de suas cartas escreveu: “filhinhos, guardai-vos dos ídolos…” (1Jo 5,21), e que, momentos antes, tinha reccebido do mesmo anjo uma advertência de que os idólatras não entrarão no reino dos Céus (Ap 21,8)!
Na terceira passagem vemos Cornélio tentando adorar Pedro. Mas por que Cornélio tentaria adorar a Pedro, se ele sabia que Pedro era somente um homem, assim como ele?
Justo Cornélio, que era um homem justo, temente a Deus, homem de oração, e de quem toda a nação judaica dava bom testemunho (At 10, 2.22)!
Era, até então, difícil de entender, mas com apoio no texto do II Concílio de Nicéia tudo ficou claro.
Na verdade, tanto João como Cornélio não tentaram adorar com adoração de latria, pois eles sabiam que o anjo e Pedro eram criaturas, e que, portanto, não poderiam ser adoradas. Eles queriam, na verdade, venerá-las, ou seja, prestrar-lhes adoração de honra.
Contudo, vimos a Palavra de Deus advertindo que a adoração, seja de latria ou de dulia (de honra), só são devidas a Deus. Ou seja, que a veneração (como é popularmente conhecida a adoração de honra) só pode ser dada a Deus. Portanto, venerar uma criatura (um anjo ou um santo) é idolatria, sobretudo se a veneração coloca o santo no lugar de Deus.
É por isso que “existe idolatria quando o homem presta honra e veneração a uma criatura em lugar de Deus.” (Catecismo da Igreja Católica, § 2113).

PARTE 2

Textos oficiais da Igreja Católica
admitindo a adoração de imagens*


D-302 [I. Definición.] “...Entrando, como si dijéramos, por el camino real, siguiendo la enseñanza divinamente inspirada de nuestros Santos Padres, y la tradición de la Iglesia Católica - pues reconocemos que ella pertenece al Espíritu Santo, que en ella habita --, definimos con toda exactitud y cuidado que de modo semejante a la imagen de la preciosa y vivificante cruz han de exponerse las sagradas y santas imágenes, tanto las pintadas como las de mosaico y de otra materia conveniente, en las santas iglesias de Dios, en los sagrados vasos y ornamentos, en las paredes y cuadros, en las casas y caminos, las de nuestro Señor y Dios y Salvador Jesucristo, de la Inmaculada Señora nuestra la santa Madre de Dios, de los preciosos ángeles y de todos los varones santos y venerables. Porque cuanto con más frecuencia son contemplados por medio de su representación en la imagen, tanto más se mueven los que éstas miran al recuerdo y deseo de los originales y a tributarles el saludo y adoración de honor, no ciertamente la latría verdadera que según nuestra fe sólo conviene a la naturaleza divina; sino que como se hace con la figura de la preciosa y vivificante cruz, con los evangelios y con los demás objetos sagrados de culto, se las honre con la ofrenda de incienso y de luces, como fué piadosa costumbre de los antiguos. «Porque el honor de la imagen, se dirige al original» (2), y el que adora una imagen, adora a la persona en ella representada.” (II Concílio de Nicéia, 787 d. C.)
D-302 [I. Definição.] “…Entrando, como se disse, pelo caminho real, seguindo o ensino divinamente inspirado dos nossos Santos Padres, e a Tradição da Igreja Católica – pois reconhecemos que ela pertence ao Espírito Santo, que nela habita, definimos com toda exatidão e cuidado que de modo semelhante à imagem da preciosa e vivificante Cruz hão de expor-se as sagradas e santas imagens, tanto as pintadas como as de mosaico e de outra maneira conveniente, nas santas igrejas de Deus, nos sagrados vasos e ornamentos, nas paredes e quadros, nas casas e caminhos, as do Nosso Senhor e Deus e Salvador Jesus Cristo, da Imaculada Nossa Senhora e Mãe de Deus, dos preciosos anjos e de todos os varões santos e veneráveis. Porque quanto com mais freqüência são contemplados por meio de sua representação na imagem, tanto mais se movem os que (__?__) e a tributar-lhes a saudação e adoração de honra, não certamente a latria verdadeira, que segundo a nossa fé só convém à natureza divina; senão que como se faz com a preciosa e vivificante cruz, com os evangelhos e com os demais objetos sagrados de culto, se as honre com a oferenda de incenso e luzes, como foi piedoso costume dos antigos. ‘Porque a honra da imagem se dirige ao original’ e o que adora uma imagem adora a pessoa nela representada.” (II Concílio de Nicéia, 787 d.C.).

D-337 Can. 3. [Texto de Anastasio:] “Decretamos que la sagrada imagen de nuestro Señor Jesucristo, Liberador y Salvador de todos, sea adorada con honor igual al del libro de los Sagrados Evangelios. Porque así como por el sentido de las sílabas que en el libro se ponen, todos conseguiremos la salvación; así por la operación de los colores de la imagen, sabios e ignorantes, todos percibirán la utilidad de lo que está delante, pues lo que predica y recomienda el lenguaje con sus sílabas, eso mismo predica y recomienda la obra que consta de colores; y es digno que, según la conveniencia de la razón y la antiquísima tradición, puesto que el honor se refiere a los originales mismos, también derivadamente se honren y adoren las imágenes mismas, del mismo modo que el sagrado libro de los santos Evangelios, y la figura de la preciosa cruz. Si alguno, pues, no adora la imagen de Cristo Salvador, no vea su forma cuando venga a ser glorificado en la gloria paterna y a glorificar a sus santos [2 Thess. 1, 10], sino sea ajeno a su comunión y claridad. Igualmente la imagen de la Inmaculada Madre suya, engendradora de Dios, María. Además, pintamos las imágenes de los santos ángeles, tal como por palabras los representa la divina Escritura; y honramos y adoramos las de los Apóstoles, dignos de toda alabanza, de los profetas, de los mártires y santos varones y de todos los santos. Y los que así no sienten, sean anatema del Padre y del Hijo y del Espíritu Santo.” (IV Concílio de Constantinopla – 8º Ecumênico, 870 d.C.)

D-337 Can. 3. [Texto de Anastácio:] “Decretamos que a sagrada imagem de nosso Senhor Jesus Cristo, Libertador e Salvador de todos, seja adorada com honra igual ao do livro dos Sagrados Evangelhos. Porque assim como pelo sentido das sílabas que no livro se põem, todos conseguiremos a salvação; assim pela operação das cores da imagem, sábios e ignorantes, todos perceberão a utilidade do que está adiante, pois o que prega e recomenda a linguagem com suas sílabas, isso mesmo prega e recomenda a obra que consta de cores; e é digno que, segundo a conveniiência da razão e antiqüíssima tradição, posto que a honra se refere aos originais mesmos, também derivadamente se honrem e adorem as imagens mesmas, do mesmo modo que o sagrado livro dos santos Evangelhos, e a figura da preciosa cruz. Se alguém, pois, não adora a imagem de Cristo Salvador, não veja sua forma quando vier a ser glorificado na glória paterna e a glorificar a seus santos (2Ts 1,10), senão seja alheio à sua comunhão e luz. Igualmente a imagem da sua Imaculada Mãe, geradora de Deus, Maria. Ademais, pintamos as imagens dos santos anjos, tal como por palavras os representa a divina Escritura; e honramos e adoramos as [imagens] dos Apóstolos, dignos de todo louvor, dos profetas, dos mártires e santos varões e de todos os santos. E os que assim não sentem, sejam anátema do Pai e do Filho e do Espírito Santo.” (IV Concílio de Constantinopla – 8º Ecumênico, 870 d.C.)

[Versión del texto griego:] Can. 3. “Decretamos que la sagrada imagen de nuestro Señor Jesucristo sea adorada con honor igual al del libro de los Santos Evangelios. Porque a la manera que por las sílabas que en él se ponen, alcanzan todos la salvación; así, por la operación de los colores trabajados en la imagen, sabios e ignorantes, todos gozarán del provecho de lo que está delante; porque lo mismo que el lenguaje en las sílabas, eso anuncia y recomienda la pintura en los colores. Si alguno, pues, no adora la imagen de Cristo Salvador, no vea su forma en su segundo advenimiento. Asimismo honramos y adoramos también la imagen de la Inmaculada Madre suya, y las imágenes de los santos Angeles, tal como en sus oráculos nos los caracteriza la Escritura, además las de todos los Santos. Los que así no sientan, sean anatema.” (IV Concílio de Constantinopla – 8º Ecumênico, 870 d.C.)

[Versão do texto grego] Cân. 3. “Decretamos que a sagrada imagem de nosso Senhor Jesus Cristo seja adorada com honra igual ao do livro dos Santos Evangelhos. Porque à maneira que pelas sílabas que nele se põem, alcançam todos a salvação; assim, pela operação das cores trabalhadas na imagem, sábios e ignorantes, todos gozarão do proveito do que está adiante; porque o mesmo que a linguagem nas sílabas, isso anuncia e recomenda a pintura nas cores. Se alguém, pois, não adora a imagem de Cristo Salvador, não veja sua forma em seu segundo advento. Assim mesmo, honramos e adoramos também a imagem da sua Imaculada Mãe, e as imagens dos santos Anjos, tal como em seus oráculos nos caracteriza a Escritura, bem como as de todos os santos. Os que assim não sentem, sejam anátema.” (IV Concílio de Constantinopla – 8º Ecumênico, 870 d.C.)

D-342 “...Por común consejo hemos decretado que la memoria de él, es decir, del santo obispo Udalrico, sea venerada con afecto piadosísimo, con devoción fidelísima; puesto que de tal manera adoramos y veneramos las reliquias de los mártires y confesores, que adoramos a Aquel de quien son mártires y confesores; honramos a los siervos para que el honor redunde en el Señor, que dijo: El que a vosotros recibe, a mí me recibe [Mt. 10, 40], y por ende, nosotros que no tenemos confianza de nuestra justicia, seamos constantemente ayudados por sus oraciones y merecimientos ante Dios clementísimo, pues los salubérrimos preceptos divinos, y los documentos de los santos cánones y de los venerables Padres nos instaban eficazmente junto con la piadosa mirada de la contemplación de todas las Iglesias y hasta el empeño del mando apostólico, a que acabáramos la comodidad de los provechos y la integridad de la firmeza, en cuanto que la memoria del ya dicho Udalrico, obispo venerable, esté consagradas al culto divino y pueda sempre aprovechar en el tributo de alabanzas devotísimas a Dios.” (Encíclica Cum conventus esset, do Papa João XV).

D-342 “… Por consulta ordinária decretamos que a memória dele, a saber, do santo bispo Udalrico, seja venerada com afeto piedosíssimo, com devoção fidelíssima; posto que de tal maneira adoramos e veneramos as relíquias dos mártires e confessores, que adoramos a Aquele de quem são mártires e confessores; honramos ao servos para que a honra redunde no Senhor, (…) enquanto que a memória do já dito Udalrico, bispo venerável, seja consagrada ao culto divino e possa sempre aproveitar no tributo de louvores devotíssimos a Deus.” (Encíclica Cum conventus esset, do Papa João XV).

* Fonte: Enrique Denzinger, El Magisterio de la Iglesia, Madri, 1963, págs. 155; 174-175 e 178, respectivamente. A tradução para o português foi livre.

** Além desses textos acima citados, não podemos esquecer de mencionar o texto do Missal Romano onde encontramos o ritual litúrgico da Adoração da Cruz, na Sexta-feira Santa.

** O livro do padre Enrique Denzinger dificilmente será encontrado em livrarias, mas quem estiver curioso pode consegui-lo facilmente na biblioteca de seminários ou na internet. Não consegui o Missal Romano pela internet, mas quem estiver curioso para conferir, sugiro dirigir-se a uma boa livraria católica que certamente o encontrará.

O que a Igreja diz acerca dos Concílios:
“O colégio dos Bispos exerce o poder sobre a Igreja inteira, de forma solene, no Concílio Ecumênico. Não pode haver Concílio Ecumênico que, como tal, não seja aprovado ou ao menos reconhecido pelo sucessor de Pedro.” (Catecismo, § 884; CDCan 337, § 1º).

“Os clérigos continuem os estudos sagrados, mesmo depois de recebido o sacerdócio; sigam a sólida doutrina fundada nas Sagradas Escrituras, transmitida pelos antepassados e comumente aceita pela Igreja, conforme está fixada principalmente nos documentos dos Concílios e dos Romanos Pontífices, evitando profanas novidades de palavras e falsa ciência.” (Código de Direito Canônico, Cân. 279 § 1).
“Todos os fiéis têm obrigação de observar as constituições e decretos que a legítima autoridade da Igreja dá com o intuito de propor a doutrina e proscrever as opiniões errôneas e, de modo todo especial, quando dados pelo Romano Pontífice ou pelo Colégio dos Bispos.” (Código de Direito Canônico, Cân. 754).

“Venero também e recebo os Concílios universais, como seguem, a saber: O primeiro de Nicéia (…); o primeiro de Constantinopla, segundo na ordem (…); o primeiro de Éfeso, terceiro na ordem (…); o de Calcedônia, quarto na ordem (…); o segundo de Constantinopla, quinto na ordem (…); o terceiro de Constantinopla, sexto na ordem (…); o segundo de Nicéia, sétimo na ordem (…); o quarto de Constantinopla, oitavo na ordem (…); venero também e recebo todos os outros Concílios universais legitimamente celebrados e confirmados pela autoridade do Romano Pontífice, e particularmente o Concílio de Florensa (…) e o de Trento (…)” (Papa Bento XIV, apud Denzinger, ob. cit., pág. 467, D-1460).



PARTE 3

Adoração à Maria no Tratado

Textos-base: Catecismo da Igreja Católica e o Tratado da Verdadeira Devoção à Santíssima Virgem, de São Luiz Maria Grignion de Montfort, 1ª edição popular do Serviço de Animação Eucarística Mariana, Anápolis, 2002.
*Esta edição do Tratado tem o Imprimatur de Dom Manoel Pestana Filho, Bispo diocesano de Anápolis-GO.


Primeiramente vamos à pergunta básica: o que é adoração?

“A adoração é o primeiro ato da virtude da religião. Adorar a Deus é reconhecê-lo como Deus, como o Criador e o Salvador, o Senhor e o Dono de tudo o que existe, o Amor infinito e misericordioso. ‘Adorarás o Senhor, teu Deus e só a Ele prestarás culto’ (Lc 4,8), diz Jesus, citando o Deuteronômio (6,13).
Adorar a Deus é, no respeito e na submissão absoluta, reconhecer ‘o nada da criatura’, que não existe a não ser por Deus. Adorar a Deus é, como Maria no Magnificat, louvá-lo, exaltá-lo e humilhar-se a si mesmo, confessando com gratidão que Ele fez grandes coisas, e que seu nome é santo. A adoração do Deus único liberta o homem de se fechar em si mesmo, da escravidão do pecado e da idolatria do mundo.” (Catecismo, §§ 2096-2097).

“Adorar a Deus é reconhecê-lo como Deus”
Adorar a Maria seria, então, reconhecê-la como deusa, como divina.
“Digo com os santos, a divina Maria é o paraíso terrestre do novo Adão, onde Ele encarnou por obra do Espírito Santo, para aí operar maravilhas incompreensíveis.” (Tratado, § 6).
“Santo Agostinho chama a Santíssima Virgem “Fôrma de Deus”, Fôrma própria para formar e moldar deuses: “Sois digna de ser chamada Fôrma de Deus”. Aquele que é lançado nesta Fôrma Divina depressa é formado e moldado em Jesus Cristo, e Jesus Cristo nele. Facilmente e em pouco tempo será transformado em Deus, divinizado, pois é lançado no próprio molde que formou um Deus.” (Tratado, § 219).
Obs.: Se aqueles que se consagram a Maria são divinizados, ou seja, transformados em deuses, é porque Maria é uma deusa.
“Glória a Jesus em Maria! Glória a Maria em Jesus! Glória a Deus só!” (Tratado, § 265).

“Adorar a Deus é reconhecê-lo (…) como Criador”
Adorar a Maria seria, então, reconhecê-la como criadora.
“Deus Pai, para dar a Maria o poder de produzir o seu Filho e todos os membros do seu Corpo Místico, comunicou-lhe a sua fecundidade, na medida em que uma simples criatura a podia receber.” (Tratado, § 17).
“Depois de lançar suas raízes numa alma, Maria opera nela maravilhas de graça que só Ela pode produzir, pois só Ela é a Virgem Fecunda que tem sido e será sempre sem igual em pureza e fecundidade. Maria produziu, com o Espírito Santo, a maior maravilha de quantas existiram ou existirão: o Homem-Deus. Produzirá ainda, conseqüentemente, as coisas mais admiráveis que hão de existir nos últimos tempos. A formação e educação dos grandes santos, que hão de vir no fim do mundo, estão-lhe reservadas, pois só esta Virgem Singular e Miraculosa pode produzir, em união com o Espírito Santo, coisas singulares e extraordinárias.” (Tratado, § 35).
Obs.: Maria seria, então, paradoxalmente, criatura e criadora.

“Adorar a Deus é reconhecê-lo (…) como Salvador”
Adorar a Maria seria, então, reconhecê-la como salvadora.
“(…) E depois disso poderás dizer-lhe, com santa ousadia: “Eu sou Vosso, Virgem Santíssima, salvai-me”. (…) Poderás dizer ainda, com São Boaventura: “Minha querida Senhora e salvadora agirei com confiança e sem temor, porque vós sois a mina força e o meu louvor no Senhor!” (Tratado, § 216)
“Maria, tendo sido perfeitamente fiel a Deus, salvou juntamente consigo todos os Seus filhos e servos, e consagrou-os à Divina Majestade” (Tratado, § 53).
Obs.: Isso sem falar que o Tratado ainda reconhece Maria como nossa redentora, ao chamá-la de “reparadora do gênero humano” (Tratado, § 28).

“Adorar a Deus é reconhecê-lo (…) como o Senhor e Dono de tudo o que existe”
Adorar a Maria seria, então, reconhecê-la como Senhora e dona de tudo o que existe.
“Poderás dizer ainda, com São Boaventura: “Minha querida Senhora e salvadora agirei com confiança e sem temor, porque vós sois a mina força e o meu louvor no Senhor!” (Tratado, § 216)
“No Céu, Maria impera aos anjos e aos bem-aventurados. (…) É vontade do Altíssimo que o Céu, a Terra e os infernos obedeçam, livre ou forçadamente, às ordens da humilde Maria. Fê-la soberana do Céu e da Terra (…)” (Tratado, § 28)
“Ao poder de Deus tudo está submisso, mesmo a Virgem, e eis que ao poder da Virgem está tudo submisso, até o próprio Deus.” (Tratado, 76).

“o Amor infinito e misericordioso”
o amor de Maria seria infinito[1] e misericordioso[2].
1. “(…) a sublimidade dos Seus méritos, que chegam até o trono da Divindade, não se pode perceber; que a extensão da sua caridade, maior que a Terra, não se pode medir; que a grandeza do seu poder, que até sobre o Deus se extende, não se pode compreender e, finalmente, que a profundeza da sua humildade e de todas as suas virtudes e graças é um abismo insondável! (…)” (Tratado, § 7)
2. “(…) Maria deve brilhar mais do que nunca em misericórdia, em força e em graça nestes últimos tempos. Em misericórdia, para reconduzir e receber amorosamente os pobres pecadores e extraviados, que se converterão e regressarão à Igreja Católica.” (Tratado, § 50,6).

“Adorarás o Senhor, teu Deus e só a Ele prestarás culto”
só a Deus nós podemos prestar culto. Prestar culto a Maria, portanto, é adorá-la.
“São muitas as práticas interiores da Verdadeira Devoção à Santíssima Virgem. Eis, em resumo, as principais: 1ª. Honrá-la, como digna Mãe de Deus, com o culto de hiperdulia, ou seja, estimá-la acima de todos os outros santos, como sendo obra-prima da graça, e a primeira depois de Jesus Cristo, verdadeiro Deus e verdadeiro homem (…).” (Tratado, § 115).

“Adorar a Deus é, no respeito e na submissão absoluta, reconhecer “o nada da criatura”, que não existe a não ser por Deus.”
Adorar a Maria seria, no respeito e na submissão[1] absoluta, reconhecer-se “nada”[2], e que não existiria a não ser por ela[3].
1. “Avança-se mais, em pouco tempo de submissão e dependência para com Maria, que durante anos inteiros de vontade própria e de apoio em si mesmo. Pois o homem obediente e submisso a Maria Santíssima cantará vitórias notáveis sobre todos os seus inimigos.” (Tratado, § 155)
2. “É ainda por Maria que nos podemos tornar semelhantes a Deus pela graça e pela glória, embora nada sejamos. Basta entregarmo-nos a Ela tão perfeita e inteiramente que já nada sejamos em nós mesmos, mas tudo n’Ela, sem receio de nos enganarmos.” (Tratado, § 157)
3. “O Pai não deu nem dá seu Filho senão por Ela, não suscita novos filhos senão por Ela, e não comunica as suas graças senão por Ela. Deus Fiho não foi formado para todos em geral senão por Ela; não é formado e gerado todos os dias (nas almas), em união com o Espírito Santo, e não comunica os Seus méritos e virtudes, a não ser por Ela. O Espírito Santo não formou Jesus Cristo senão por meio d’Ela, e não forma os membros do seu Corpo Místico, a não ser por Ela; não dispensa os Seus dons e valores senão por Ela.” (Tratado, § 140).
* “Deus não destruiu o homem logo após o pecado devido ao singular amor para com esta sua futura filha. Não lhe resta a menor dúvida de que todas as misericórdias e mercês em favor dos pecadores na Antiga Lei só lhes tinham sido feitas por Deus em consideração desta abençoada Virgem.” (* Glórias de Maria, pág. 75)

“Adorar a Deus é, como Maria no Magnificat, louvá-lo, exaltá-lo e humilhar-se a si mesmo, confessando com gratidão que Ele fez grandes coisas, e que seu nome é santo.”
Adorar a Maria seria louvá-la[1], exaltá-la[2] e humilhar-se[3] a si mesmo, confessando com gratidão que ela fez grandes coisas[4] e que seu nome é santo[5].
1. “Dignai-Vos conceder-me que Vos louve, ó Virgem Sagrada, dai-me virtude contra os Vossos inimigos!” (Tratado, § 235)
2. “Depois disso, forçoso é dizer com os santos: ‘De Maria nunquam satis!’ Isto é, Maria não foi ainda suficientemente louvada e exaltada, honrada, amada e servida. Merece ainda muito maior louvor, respeito, amor e serviço.” (Tratado, § 10).
3. “E deixarás agir tanto mais Maria por Jesus e Jesus em Maria, quanto mais profundamente te humilhares e os escutares em paz e silêncio, sem procurar ver, gostar ou sentir.” (Tratado, § 273).
4. “Depois de lançar suas raízes numa alma, Maria opera nela maravilhas de graça que só Ela pode produzir, pois só Ela é a Virgem Fecunda que tem sido e será sempre sem igual em pureza e fecundidade. Maria produziu, com o Espírito Santo, a maior maravilha de quantas existiram ou existirão: o Homem-Deus. Produzirá ainda, conseqüentemente, as coisas mais admiráveis que hão de existir nos últimos tempos. A formação e educação dos grandes santos, que hão de vir no fim do mundo, estão-lhe reservadas, pois só esta Virgem Singular e Miraculosa pode produzir, em união com o Espírito Santo, coisas singulares e extraordinárias.” (Tratado, § 35).
5. “Como diz São Boaventura, todos os anjos lhe cantam no Céu incessantemente: ‘Santa, Santa, Santa Maria, mãe de Deus e Virgem!’”. (Tratado, § 8).

“A adoração do Deus único liberta o homem de se fechar em si mesmo, da escravidão do pecado e da idolatria do mundo.”
A adoração a Maria libertaria o homem de se fechar em si mesmo[1], da escravidão do pecado[2] e da idolatria do mundo[3].
1. “Esta prática de Devoção dá uma grande liberdade interior àqueles que a observam fielmente” (…) “Outro motivo que nos pode comprometer a abraçar esta Devoção são os grandes bens que dela receberá nosso próximo.” (Tratado, §§ 169 e 171)
2. “Por isso Maria diz: ‘Os que em mim operam, não pecarão’ (Eclo 24,30). Isto é, os que permanecem na Santíssima Virgem não cometerão pecados consideráveis.” (Tratado, § 264,3).
3. Não há citação do Tratado sobre essa parte, pois a adoração a Maria, em si, já é uma idolatria. Só a adoração unicamente a Deus liberta da idolatria do mundo.

Por isso que, no § 271 do Tratado, São Luiz Montfort chama os marianos a adorarem Maria, embora a versão em português tenha tentado esconder, através de uma tradução mal feita do original.
Veja, enquanto que em português consta “adorem e amem Jesus em Maria”, nas demais línguas, como em francês, espanhol e italiano lemos: “adorem e amem Jesus e Maria”:

Português
“(...) E, enquanto eles conversam entre si, dado que não te necessitam, subirás em espírito ao céu e irás por toda a terra rogar às criaturas que dêem graças, adorem e amem Jesus em Maria em teu nome: Vinde adoremos, vinde!” (Tratado, § 271).

Francês:
“(...) Et tandis qu'ils se parlent l'un à l'autre, sans avoir besoin de vous, vous irez en esprit au ciel et par toute la terre, prier les créatures de remercier, adorer et aimer Jésus et Marie en votre place.” (Tratado, § 271)

Italiano:
“(...) Y mientras ellos habían entre sí, dado que no te necesitan, subirás en espíritu al cielo e irás por toda la tierra a rogar a las creaturas que den gracias, adoren y amen a Jesús y a María en nombre tuyo: Vengan, adoremos, etc” (Tratado, § 271)

Espanhol:
“(...) Mentre il Re e la Regina parlano tra loro, senza che abbiano bisogno di te, te ne andrai in spirito per cielo e terra e inviterai tutte le creature a ringraziare, adorare ed amare Gesù e Maria, al tuo posto: "Venite, prostrati adoriamo, ecc.".” (Tratado, § 271)
PARTE 4

Idolatria na Igreja


Texto-base: Catecismo da Igreja Católica, §§ 2112-2114.

“O primeiro mandamento condena o politeísmo. Exige que o homem não acredite em outros deuses afora Deus, que não venere outras divindades afora a única. A escritura lembra constantemente esta rejeição de ‘ídolos, ouro e prata, obras das mãos dos homens’, os quais ‘têm boca e não falam, têm olhos e não vêem…’. Esses ídolos vãos tornaram as pessoas vãs: ‘como eles serão os que o fabricaram e quem quer que ponha neles a sua fé’ (Sl 115,4-5.8). Deus, pelo contrário, é o ‘Deus vivo’ (Jo 3,10) que faz viver e intervém na história.” (CIC 2112).
“A idolatria não diz respeito somente aos falsos cultos do paganismo. Ela é uma tentação constante da fé. Consiste em divinizar o que não é Deus. Existe idolatria quando o homem presta honra e veneração a uma criatura em lugar de Deus, quer se trate de deuses ou de demônios (por exemplo, o satanismo), do poder, do prazer, da raça, dos antepassados, do Estado, do dinheiro etc. ‘Não podeis servir a Deus e ao dinheiro’, diz Jesus (Mt 6,24). Numerosos mártires morreram por não adorar ‘a Besta’, recusando até a simular seu culto. A idolatria nega o senhorio exclusivo de Deus; é, portanto, incompatível com a comunhão divina.” (CIC 2113).

“Santo Agostinho chama a Santíssima Virgem “Fôrma de Deus”, Fôrma própria para formar e moldar deuses: “Sois digna de ser chamada Fôrma de Deus”. Aquele que é lançado nesta Fôrma Divina depressa é formado e moldado em Jesus Cristo, e Jesus Cristo nele. Facilmente e em pouco tempo será transformado em Deus, divinizado, pois é lançado no próprio molde que formou um Deus.” (Tratado, § 219).

“Pois o Filho de Deus se fez homem para nos fazer Deus.” (CIC 460)

“Pelo Espírito, temos parte com Deus. (…) Pela participação do Espírito, nós nos tornamos participantes da natureza divina. (…) por isso, aqueles em quem o Espírito habita são divinizados.” (CIC 1988)

“Para fomentar a santificação do povo de Deus, a Igreja recomenda à veneração especial e filial dos fiéis a Bem-aventurada sempre Virgem Maria, Mãe de Deus, a quem Cristo constituiu Mãe de todos os homens, bem como promove o verdadeiro e autêntico culto dos outros Santos, por cujo exemplo os fiéis se edificam e pela intercessão dos quais são sustentados.” (CDCan 1186)

“A vida humana unifica-se na adoração do Único. O mandamento de adorar o único Senhor simplifica o homem e o livra de uma dispersão infinita. A idolatria é uma perversão do sentimento religioso inato do homem. O idólatra é aquele que ‘refere a qualquer coisa que não seja Deus a sua indestrutível noção de Deus’.” (CIC 2114).

Ou seja, há idolatria quando o homem atribui a uma criatura características que são exclusivas de Deus. E isso ocorre quando o homem chama Maria de salvadora, redendora, divina, toda-poderosa etc. Abaixo veremos alguns exemplos:
a) salvadora: “(…) E depois disso poderás dizer-lhe, com santa ousadia: “Eu sou Vosso, Virgem Santíssima, salvai-me”. (…) Poderás dizer ainda, com São Boaventura: “Minha querida Senhora e salvadora agirei com confiança e sem temor, porque vós sois a mina força e o meu louvor no Senhor!” (Tratado, § 216)
b) redentora: “O Redentor depositou, pois, em Maria a missão co-redentora do gênero humano, e quis que por Ela nos viessem todas as graças” (A arte de aproveitar as próprias faltas, 2003, pág. 117). “No Céu Maria impera aos anjos e aos bem-aventurados. (…) É vontade do Alt vontade do Altíssimo, que exalta os humildes (Lc 1,52), que o Céu, a Terra e os infernos obedeçam, livre ou forçadamente, às ordens da humilde Maria. Fê-la soberana do Céu e da Terra, condutora dos Seus exércitos, guarda dos Seus tesouros, dispensadora das suas graças, obreira das suas grandes maravilhas, reparadora do gênero humano, medianeira dos homens, vencedora dos inimigos de Deus e fiel companheira de suas grandezas e triunfos.” (Tratado, § 28).
O Papa Bento XV, em 22 de março de 1918, afirmou que Maria “redimiu o gênero humano juntamente com Cristo” (Letras Apost. Inter sodalicia, cf Denzinger, 1963:649).
c) divina: “Digo com os santos, a divina Maria é o paraíso terrestre do novo Adão, onde Ele encarnou por obra do Espírito Santo, para aí operar maravilhas incompreensíveis.” (Tratado, § 6).
d) toda-poderosa: “Por muitos doentes que estejamos, por mais desesperador que pareça o estado da nossa alma, se quisermos curar-nos, Maria adotar-nos-á como seus doentes. E como não existe doença espiritual que seja incurável nesta vida e nenhuma pode resistir ao tratamento da toda-poderosa Mãe de Deus, Ela nos curará. A sua glória, como a de um médico hábil, brilhará na proporção da gravidade dos males de que nos tenha salvo.” (A arte de aproveitar…, pág. 125)
e) perdoa os nossos pecados: “Ninguém se salva, ninguém obtem o perdão a não ser por Maria” (A arte de aproveitar…, pág. 125).
“(…) Não oramos aos Santos do Céu do mesmo modo como oramos a Deus: ‘porquanto à SS. Trindade pedimos que tenha piedade de nós, ao passo que a todos os outros Santos pedimos que roguem por nós’. Em vez disto, a oração que dirigimos a Maria tem algo de comum com o culto que se presta a Deus: tanto que a Igreja a invoca com esta expressão, que se costuma endrereçar a Deus: ‘Tem piedade dos pecadores’. (…) De feito, diante de Deus Maria é ‘tão grande e vale tanto que, a quem quer graças e a ela não recorre, o seu desejo quer voar sem asas’.” (Encíclica Augustíssima Virgem Maria, nª 10, do Papa Leão XIII).
f) ela é onipotente, onisciente e onipresente (Tratado, §§ 74 e 76; 27 e 166; 34 e 217)
g) “que a alma e o espírito de Maria estejam em cada um” (Tratado, § 217)
h) “nela está toda a minha confiança, a minha única esperança” (Tratado, § 269)
i) “devemos dar a Maria nosso corpo e nossa alma” (Tratado, § 121)
j) “todos os dons e todas as graças nos vêm pelas mãos de Maria, que dá a quem ela quiser, como e quando ela quer” (Tratado, § 25, 28, 44 e 141)

l) “(...) fazer-lhe um certo número de genuflexões (...)” (Tratado, § 116, 8º)
Mas sabemos que genuflexão é ato de adoração e, portanto, devido somente a Deus, como afirma a Instrução Geral sobre o Missal Romano, no § 274:

“274. A genuflexão, que se faz dobrando o joelho direito até o chão, significa adoração; por isso, se reserva ao Santíssimo Sacramento, e à santa Cruz, desde a solene adoração na Ação litúrgica da Sexta-feira na Paixão do Senhor até o início da Vigília pascal.”

etc., pois “tudo o que convém a Deus por natureza convém a Maria por graça.” (Tratado, § 74). É ou não é idolatria? Sim!

Nota do Notícias do Evangelho: O presente estudo foi-nos enviado por e-mail por católico, que por ainda permanecer no catolicismo, pediu-nos que publicássemos este estudo, mas mantendo-o no anonimato, temendo ele que pudesse ser excluído do catolicismo devido as acusações aqui comprovadas nos devidos documentos oficiais da igreja católica romana.
Desejamos que o leitor tenha concluído com seus próprios conhecimentos que a verdadeira devoção deve ser aplicada somente a Jesus Cristo, dando-lhe a devida honra que só Ele merece (Isaías 42:08), abandonando toda devoção que seja condenada até mesmo pelo Catecismo da Igreja Católica, e pela Bíblia católica:

Jó 15:4 “Tornas vão o temor de Deus e diminuis a devoção a ele devida.”

Portanto, toda devoção deve ser depositada unicamente em Deus.

Isaías 44:11 “Vejam: seus devotos são todos enganados, porque os escultores não são mais que homens. Que eles todos se reúnam para comparecer: ficarão apavorados e envergonhados.” - Fonte: Bíblia católica, edição Pastoral, editora Paulus, de acordo com o Cân. 825.

1 comentários:

Blá blá blá blá

19 de dezembro de 2014 10:16 comment-delete

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